terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lenina Velloso, a jornalista geminiana da telinha mágica





Por Orlando Olivas


Não há quem a conheça e não fique encantado. Sua profissão lhe dá destaque e o seu carisma a favorece entre tantas outras. Exatamente hoje, com um blazer verde escuro impecável, me recordo da previsão do tempo apresentada com
precisão e o talento de quem faz isso naturalmente, como se fosse tão
fácil quanto escovar os dentes.

Lenina Velloso, loura, 1,68 cm, 29 anos, encara a câmera do estúdio da TV·Diário, afiliada Rede Globo, e de sua boca saem palavras que invadem os
lares de aproximadamente um milhão e meio de pessoas de todo o Alto
Tietê. Pessoas que aguardam ansiosamente por essas informações.

Há sete anos na empresa, Lenina apresenta diariamente dois dos três
principais telejornais da emissora (desconsiderando os plantões de fins de semana, que variam). Além das responsabilidades de âncora, ela também edita o material antes de ir ao ar. Seu feitiço começa com o “Olá, um bom dia para você! Agora são 8
horas e 10 minutos”. Pronto. Os olhares já estão na telinha mágica!
E isso a faz ser reconhecida por onde passa, até pedidos de autógrafos recebe. E quando chega a hora do almoço, o Diário TV primeira edição entra no ar e lá está ela de novo. Lenina, jornalista e geminiana, atributos que por si só destacam suas principais características: hiperativa e comunicativa. E quem diria que a “moça da televisão” tem medo de avião, não gosta de jiló e adora a cor roxa? Talvez, somente, os que têm o privilégio de conhecê-la como companheira de trabalho.

Faz parte do dia a dia de qualquer jornalista lidar com as adversidades da profissão, mas Lenina faz isso com classe. Mesmo quando a maquiagem borra, a lente de contato sai do lugar e o teleprompter “pifa” lá está ela firme e forte, driblando os contratempos e aguardando os comerciais para respirar tranquilamente. E como esquecer do dia que foi quase impossível segurar o riso após a exibição do VT em que o colega João Gabriel Bressam se fantasiou inesperadamente de John Lenon? Esse episódio certamente será lembrado para sempre.


Subindo Degraus



Para Lenina, o jornalismo foi uma escolha prematura. Desde a pré-adolescência ela já tinha certeza que essa seria sua profissão. No segundo ano do ensino médio, o pai percebeu sua vocação e decidiu levá-la até a redação do “Diário de Mogi” para que sentisse o jornalismo na pele. E por lá ficou dois meses, acompanhando a rotina da redação e das equipes que cobriam pautas externas. A partir daí, o jornalismo deixou de ser um mero interesse e passou a ser paixão.

Começou a faculdade de jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), e iniciou um estágio no “Diário de Mogi”. Não era remunerado, mas foi lá que “foca” teve o primeiro contato com a profissão e, também, onde aprendeu a dar os primeiros passos de sua carreira. No segundo ano da faculdade, foi contratada como assistente de redação do mesmo jornal e quando estava para terminar seu curso, Lenina foi uma das “focas” finalistas do concurso do “Jornal Estadão”. A boa colocação a ajudou bastante, pois além de ganhar um computador e uma impressora, teve sua matéria publicada no jornal. Depois de formada, foi trabalhar no “Diário de Suzano” como chefe de reportagem. A experiência foi “estranha”, como ela mesma descreve, já que com 21 anos era chefe de pessoas mais velhas e com mais experiência do que ela. Ficou lá por seis meses, quando recebeu uma proposta para trabalhar como produtora na TV Diário. Mas ela queria a rua! “Jornalista que não vai para rua, não conhece o jornalismo”, afirma com convicção.

No começo foi bem difícil, já que falavam que sua voz era fina, que o seu cabelo era ruim e que ela não tinha “vídeo” para trabalhar na frente das câmeras. Somente um ano após fazer reportagens, teve uma matéria com sua voz exibida, pois, até então, eram gravadas por outros repórteres.

“Tive muita persistência, qualquer pessoa no meu lugar teria desistido pelo tanto de ‘nãos’ que eu ouvi”, desabafa enquanto relembra os fatos. Somente no ano passado é que Lenina começou a apresentar os telejornais da emissora e em seguida, iniciou o processo do “Diário dos 450” ao lado de João Gabriel Bressam.


Lenina dos Bastidores



Mas quem é a Lenina dos bastidores? Eu lhe conto, caro leitor. A defino como a simpatia em pessoa. Com seu jeito de menina, ela brinca com a toda a equipe. Ao gravar as chamadas e entradas dos jornais, basta errar que... “péééé!”, a onomatopéia de buzina surge. E do que se orgulha nossa colega de profissão? No trabalho, se orgulha do programa “Diário dos 450”. E quem melhor pra falar sobre uma Mogi das Cruzes de quase meio milênio do que a mogiana nata que decidiu aos 13 anos que queria ser jornalista. O “Diário dos 450” levou, em um ano de exibição, a história da cidade em várias perspectivas para os lares do Alto Tietê. Ouso afirmar, inclusive, que esse talvez seja o maior e mais importante registro audiovisual documentado sobre a história de Mogi.

Já na vida, ela tem orgulho de trabalhar naquilo que gosta. “É um mercado concorrido, mal remunerado e em que se trabalha muito... Mas ser jornalista é isso, querer fazer jornalismo como for. Não importa se é na televisão, no rádio, jornal, revista... Não importa por onde você faça, desde que faça”, completa.

Antes de finalizar a breve entrevista, questionei sobre os trabalhos que mais gostou de fazer na televisão. Entre as matérias preferidas, ela destaca uma feita na praça Oswaldo Cruz, onde foi gravar um assunto, mas ao chegar percebeu um grande número de pássaros cantando. Como boa jornalista, quis saber do que se tratava e durante a “verificação”, descobriu que o “canto dos pássaros” vinha de várias caixinhas de som espalhadas nos postes da praça. O disco que tocava sem interrupções ficava na base da Polícia Militar.

Para quem nunca tinha pensado em trabalhar na televisão, Lenina venceu inúmeros desafios e mostrou que nasceu preparada. Ela já chegou a entrar em mata fechada com chuva, acampando e comendo comida do exército para acompanhar o desenrolar de uma matéria. E assim segue a loura, nesse universo louco chamado jornalismo, deixando de lado os estudos, já que sobra vontade e falta tempo. Nas horas vagas, ainda escuta as suas “músicas velhas” de rock e MPB, sem deixar para trás seu som preferido: a banda Queen. Seu livro predileto é “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, e o lugar mais bonito que conheceu foi Fernando de Noronha, onde passou sua Lua de Mel.

Conhecer Lenina Velloso é uma oportunidade para poucos, pois saber que ela tem vontade de conhecer a Europa, que adora comida japonesa e ganhar roupa de presente é uma coisa, mas poder conviver com a profissional Lenina diariamente é como estar em uma escola e ver um grande mestre explicando com toda paciência e confiança de quem sabe o que está fazendo.



E se ela tivesse descoberto antes que seu sonho era ser bailarina, o que seria do nosso telejornal de cada dia? A resposta eu não sei, mas com certeza ele não teria a mesma graça e o brilho que faz da telinha mágica, não apenas um eletrodoméstico, mas um companheiro, um educador, um formador de opinião.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Planeta Terra Festival apresenta: Músicas do século 21 com pitada de anos 90.

O Planeta Terra Festival levou milhares ao delírio misturando o eletrônico ao rock and roll, neste sábado em São Paulo. O evento, que aconteceu no parque de diversões Playcenter, reuniu 20 mil pessoas.
Em uma era onde há um forte questionamento sobre o valor pago em shows no país, em que artistas apresentam-se individualmente, festivais de música tem feito um grande sucesso, principalmente pelo fato de serem várias bandas por um preço único e acessível. O SWU, que aconteceu em outubro foi um exemplo disso. Trazendo atrações internacionais e reunindo milhares de pessoas em Itu, interior de São Paulo, e com um cunho “sustentável”, que visa divulgar propostas de melhorias com o meio ambiente.
Com uma proposta bem diferente, o Planeta Terra Festival mais uma vez surpreendeu os brasileiros. A quarta edição do evento foi marcada não pela presença dos novos sons, mas pelas já conhecidas bandas Smashing Punpkins e Pavement, nomes importantes do rock dos anos 90.
Pavement abriu o evento, com os clássicos às 23h30. Na quarta música, as lágrimas já estavam escorrendo dos olhos dos fãs devotos, provando que o bom e velho poder de suas musicas persiste até hoje.
Seguindo com os shows internacionais, Of Montreal trouxe o electro-rock para o palco. A performance encantou o público, transformando o estacionamento do parque (onde estava localizado o palco principal) em uma verdadeira festa com os dançarinos e seus trajes peculiares.
Mika, que era um dos artistas mais esperados da noite, fez um show divertido e cheio de performances teatrais. A multidão cantava em coro seus clássicos, enquanto ele ficava em seu piano, repleto de flores.
Henrique Lanute (19) é fotógrafo e foi ao evento apenas para prestigiar sua banda preferida, Smashing Punpkins, e relata que o show do Mika foi o mais animado e mais bem produzido. “O Mika animou muito mais, a presença de palco dele é impecável. Ele fazia poses e saltava”, conta.
Phoenix entrou em palco com “Lizstomania”, sua canção de trabalho mais famosa. Mesmo sendo conhecido e tendo lotado a pista, o show foi parado levando em consideração as apresentações recentes da banda. A grande decepção foi o fato da presença da banda Daft Punk (que está de volta e fazendo aparições no show da Phoenix) ter sido apenas boato.
E para fechar com chave de ouro, Smashing Pumpkins entrou em cena. Apresentaram alguns dos clássicos, mas focaram no projeto novo da banda, o que deixou os fãs com um quê de “quero mais”.
“Achei o setlist fraco! Eles deixaram muitos hits de lado para apresentar as músicas novas que ninguém conhece”, lamentou Lanute, que se sentiu realizado em ter assistido o show, já que acreditava que nunca iria assistir a banda ao vivo já que a banda está ausente da mídia. “Só não chorei porque estava exausto!”, completa.
Enquanto isso, no palco nomeado “Indie Stage”, outras bandas internacionais animaram o público. Entre elas, Passion Pit que animou o público com o rock alternativo, mas só não teve mais destaque porque tocou na mesma hora que outros grandes nomes faziam presença no palco principal.
Após o show do Phoenix no palco principal, uma correria da multidão para acompanhar o show do Hot Chip, que fez o público animar ao som agitado da banda.
O helpdesk em TI, Fábio Caldeira (19), é freqüentador de festivais de música e acredita que o Planeta Terra tenha sido, inclusive, melhor que o SWU. “Achei o evento muito bem organizado e as atrações se interligavam de certa forma”, afirma.
Música à parte, não tem quem não tenha se divertido no evento, pois quem não gostasse de uma ou outra banda, tinha à sua disposição, todos os brinquedos do parque. “Eu pulei, gritei nos shows e brinquei em tantos brinquedos, que estou em situação de S.O.S”, concliu Caldeira.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Revista Perspectiva

Redator e Editor Chefe

http://www.4shared.com/document/ntKWu5Oo/perspectiva_2010.html?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Prefeitura inicia plano de manejo

O Parque Municipal da Mogi das Cruzes Francisco Affonso de Mello, conhecido como “Parque do Itapeti”, é um dos mais antigos da região, além de ser um dos mais ricos em espécies de animais e vegetais. Pouco tempo após sua inauguração, o parque se transformou na principal área de lazer dos moradores do Alto Tietê, que passaram a contar com um espaço próprio para a realização de piqueniques ao ar livre, passeios de pedalinho e trilhas.
Hoje, essas atividades ficaram apenas na memória. O parque, que antes recebia cerca de 500 mil pessoas por final de semana, atualmente é um local calmo com vegetação intensa e mata cerrada. Isso porque, desde 2008 o parque está fechado para visitas devido à implantação do projeto de remanejamento, que visa catalogar todas as formas de vida existentes na mata e elaborar normas de utilização da área.
O “Parque do Itapeti” foi fechado pela primeira vez em 1987 para o primeiro plano de manejo, mas, na época, ainda recebia pequenos grupos agendados. Somente no ano passado, o local foi reaberto, com uma limitação: agora, todas as visitas são monitoradas.
“A função do plano de manejo é conservar a biodiversidade e em seguida, incentivar a recreação, turismo e as pesquisas científicas”, afirma Diego Gonzáles, engenheiro ambiental.
O plano foi elaborado porque desde sua abertura, o parque era aberto à visitação, o que causou um impacto ambiental negativo devido à má utilização do espaço. “Como os visitantes tinham total liberdade para andar pela área, inclusive no meio da mata, o local foi ficando cheio de lixo”, explica Gonzáles.
Além disso, houve prática de caça de animais, depredação, extração ilegal de madeira, roubos e assaltos. Essas ações impulsionaram a Prefeitura de Mogi das Cruzes a fechar o parque.
Nos dias atuais, com vegetação secundária (estado avançado de regeneração da mata) de 325 hectares, o “Parque do Itapeti” compõe as áreas de preservação do município. A cidade possui mais de 65% de seu território situado em áreas de preservação ambiental que abrigam espécies raras da fauna e flora.
“O plano é importante porque vai estabelecer diretrizes e normas de uso do parque”, afirma Pedro Luiz Tomasulo, biólogo responsável pela vegetação.
Pedro, que atualmente trabalha no plano de manejo, encontrou uma nova espécie de árvore que está sendo catalogada no México, mas que habita o parque há mais de 50 anos.
A função dos biólogos é catalogar cada espécie identificada. Rodnei Iartelli, profissional especializado em aves, acredita que somente nessa área, existam entre 135 a 200 espécies diferentes.
Entre as novas regras, além de visitas monitoradas, haverá uma palestra de educação ambiental para os visitantes, explicando a importância da preservação das áreas verdes para a sociedade e, principalmente, para o planeta.
A diretora de Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, Lucila Manzatti, enfatiza que o “plano de manejo é o principal instrumento normativo de uma unidade de preservação”. De acordo com ela, o remanejamento inclui a implantação de corredores ecológicos e, além disso, o parque receberá algumas espécies de animais que ficaram isoladas e ameaçadas de extinção no Taboão da Serra, após a construção de novas rodovias.
O último estudo do Parque Municipal foi realizado há 15 anos e, mesmo assim, o local é ponto de referência para a comunidade científica.
“O Parque Municipal é, na verdade, uma atração ecológica onde as pessoas podem visitar, não como opção de lazer, mas com a intenção de conhecer mais sobre a natureza”, conclui a diretora.

Recordações


As aventuras vividas no “Parque do Itapeti” estão nas lembranças de muitas pessoas que frequentavam o local há 30 anos atrás. Entre elas, a aposentada Maria José Melo, que já foi uma das responsáveis pelo funcionamento do pedalinho do Parque Municipal. “Meu marido e eu começamos a trabalhar no parque antes mesmo da sua inauguração”, relembra com emoção Maria José, que trabalhou no parque durante 14 anos.
Segundo ela, naquela época, a área contava uma infraestrutura completa: lago, brinquedos para as crianças, espaço para piqueniques e, até mesmo, churrasqueiras. “Nós começamos com dois pedalinhos, mas chegamos a ter 14. A fila era tão grande, que a gente tinha que alugar por 15 minutos, senão saía até briga”, diverti-se.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Beisebol brasileiro na mira dos gringos

Sem Barreiras

O Brasil é conhecido mundialmente como o país do futebol. Mas o que muitas pessoas não sabem é que vários esportes populares em outros países têm conquistado espaço em todo o território nacional. Um exemplo é a procura por aulas de beisebol que aumenta a cada ano, especialmente na Região do Alto Tietê. Em virtude desse avanço registrado na última década, hoje os atletas brasileiros são cobiçados por grandes clubes internacionais.

De acordo com o técnico da equipe Gecebs, Estevão Sato, ex-jogador e comandante da Seleção Brasileira de Beisebol, o interesse pelo esporte seria muito maior se houvesse ampla divulgação e investimentos privados. “Os patrocínios se concentram exclusivamente no futebol”, afirma o técnico. A equipe Gecebs nasceu em Arujá, conhecida como “Cidade do Beisebol”. O município ganhou o apelido por reunir o maior número de times na modalidade em todo o estado de São Paulo.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos clubes, o esporte tem se fortalecido. Depois do Pan do Rio de Janeiro, em 2007, olheiros dos Estados Unidos e Japão passaram a visitar o país com mais frequência. Esses agentes rodam o mundo atrás de novos e lucrativos talentos, como o adolescente Thiago Vieiras, de 17 anos, que atuava no Gecebs. O jovem arremessador, posição considerada a mais importante no beisebol, foi contratado na última semana para integrar uma equipe americana.

Segundo Sato, seis clubes internacionais disputavam o passe do arremessador, mas o garoto optou pelo time americano. “Torcemos pelo sucesso do Thiago. Ele é uma pessoa de origem humilde, que encontrou no esporte uma forma de crescer e ajudar sua família e a comunidade onde nasceu”, elogia o técnico, que jogou no Japão durante sete anos.


Tradição


O beisebol foi trazido para o Brasil no final do século 19 por norte-americanos que vinham trabalhar nas empresas nacionais. Contudo, a modalidade passou a ser conhecida como o esporte dos japoneses. A explicação é simples: o beisebol se desenvolveu no interior do Estado, onde a Colônia Japonesa representava grande parte da população. Na época, os torneios eram realizados nas fazendas.

A tradição é seguida até hoje pelos descendentes japoneses, que mantêm, além das equipes adultas, as categorias de base para incentivar os pequenos atletas. A Prefeitura de Arujá patrocina um projeto junto ao clube Gecebs para que as crianças conheçam um pouco da cultura regional e aprendam a jogar beisebol. “Priorizamos as categorias de base porque as crianças são o futuro do País. Temos mais de 45 alunos aprendendo, antes de qualquer coisa, valores como união e respeito. Somente assim criaremos grandes esportistas”, conclui Sato.


Regras do jogo


O esporte consiste em marcar pontos, que são chamados de “runs”. O campo é um semicírculo, com um quadrado inserido. As bases ficam posicionadas nos pontos de encontro entre o quadrado e o semicírculo. Cada uma das duas equipes possui nove jogadores.

A dinâmica do jogo funciona da seguinte forma: o “pintcher” (lançador) deve arremessar (em três chances) a bola e passar pelo “runner” (batedor). Atrás deste fica o apanhador, da mesma equipe do arremessador, chamado de “catcher”. O rebatedor deve acertar a bola e correr para as bases. Quando a bola é jogada para fora do estádio a equipe ganha um ponto. Essa jogada é conhecida como “home run”. Os interceptadores do time adversário devem pegar a bola e jogar na direção das bases para os jogadores de sua equipe, para evitar o progresso do batedor. Caso o batedor consiga percorrer todas as bases, o ponto é computado.

O jogo inteiro é composto de nove turnos (ataque e defesa alternados). Cada turno termina quando os três batedores são substituídos. Isso ocorre, quando o ponto não é marcado.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Comércio virtual cresce e vira alternativa de empreendedorismo

Fatores como a expansão do plano de acesso à banda larga no Brasil e o aumento de crédito proporcionado pelo governo no último ano fizeram com que as compras pela internet ficassem cada vez mais fáceis. Por isso, o e-commerce, nome dado a plataforma de negócios virtuais, tende a crescer dia após dia. De acordo com o site especializado em compras on line EBit, hoje aproximadamente 23 milhões de brasileiros são e-consumidores e o faturamento estimado do comércio eletrônico para 2010 é de R$ 13,60 bilhões. Um crescimento de 30% em comparação ao ano anterior.

A comerciante Jacqueline Fioschi, 19, trabalha nas ondas da rede há dois anos e conta que a expansão do mercado virtual é um reflexo do perfil dos consumidores modernos. Segundo ela, a variedade e a comodidade oferecidas nessas transações são os itens que mais colaboram para o aumento das compras on line. “As vendas melhoram a cada dia por causa da divulgação, qualidade, variedade e claro segurança. Comprar virtualmente é tão fácil e cômodo, que as pessoas deixam o medo de lado”, explica Jacqueline.

Para a jovem empreendedora, a insegurança dos clientes deve ser driblada com transparência na negociação e respeito. “Antes os consumidores tinham receio de comprar pelos sites, mas no meu caso disponibilizei tópicos e comunidades em redes sociais de pessoas que compraram e aprovaram. Ou seja, utilizo essas ferramentas como recomendação aos futuros clientes”, afirma a comerciante. Um estudo, divulgado no mês de agosto, pelo TNT Research International mostra que a infinidade de opções geradas pelos sites de buscas transforma os consumidores em clientes seletivos e aponta a influência do público no processo de compra.

A pesquisa aplicada nas capitais de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e Recife, com mil usuários de ambos os sexos - idades entre 16 e 35 anos-, revelou que 76% dos entrevistados procuram informações em fóruns ou blogs antes de decidir onde gastar, 50% já mudaram de opinião sobre uma compra ao encontrarem recomendações negativas e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Produtos para todos os gostos e bolsos

O fotógrafo Ricardo Arishima, 25, é adepto do e-commerce há mais de 5 anos e disse que usa as vitrines virtuais para “encher o guarda roupa” e também para adquirir “produtos eletrônicos”. As lentes da câmera que usa para trabalhar foram compradas em um site americano. “Gosto muito de comprar pela internet. No universo on line, você consegue adquirir produtos de qualquer país com facilidade e preço justo”, afirma o fotógrafo.

Além da quebra de barreiras, as lojas virtuais oferecem ainda produtos para todos os segmentos. A redatora Caroline Vasconcelos, que escreve sobre comércio eletrônico e empreendedorismo para o site de uma empresa do ramo, enfatiza que apesar da variedade de objetos divulgados nos sites de venda, atualmente, “os produtos mais vendidos são os eletroeletrônicos e livros”. Ela conta também, que 80% dos e-consumidores encontram-se na faixa entre 25 e 59 anos. Enquanto, apenas, 66% dos consumidores do varejo tradicional representam a mesma faixa etária.

Para atender as necessidades desse público tão exigente e ganhar a dianteira frente à concorrência, os lojistas têm investido em ferramentas que facilitem as compras, de acordo com Caroline. “Os comerciantes investem no inusitado, como oferecer novas formas de parcelamento, o que ajuda na compra de produtos com maior valor agregado. A loja virtual que tiver o maior número de vantagens a oferecer, com certeza sairá na frente na disputa por clientes”, finaliza a redatora.




Cuidado na hora de encher o carrinho


O especialista em relações de consumo Dori Boucault dá dicas de como comprar pela internet, sem correr o risco de ser lesado:

- É importante observar os procedimentos e recursos adotados para garantir a segurança e a confidencialidade da transação eletrônica e de seus dados (pessoais, de consumo e financeiros).

- Busque referências sobre o site que pretende contratar. A escolha criteriosa do fornecedor não despende tempo e pode ser decisiva para garantir que suas expectativas sejam atendidas.

- Anote dados que permitam identificar e localizar a sede do fornecedor, como CNPJ e endereço físico. Caso seja necessário formalizar reclamação junto ao órgão de defesa do consumidor ou recorrer ao Poder Judiciário, você precisará dessas informações.

- Confira todas as características do produto ou serviço ofertado: preços, valores de fretes, despesas adicionais, prazo de entrega ou execução, condições de pagamento. Na compra de produto, avalie se o custo total compensa a comodidade da contratação à distância.

- Em caso de dúvidas, utilize os telefones e endereços eletrônicos para obter esclarecimentos adicionais sobre o produto ou serviço que pretende contratar.

- Verifique se o fornecedor apresentará nota fiscal e se há condições de garantia contratual adicionais e sob quais condições.

- Verifique se há assistência técnica brasileira e acessível autorizada para o exercício da garantia.
- Acesse sites de fabricantes, de avaliadores independentes ou com opiniões de outros consumidores; se possível, solicite demonstração como forma de conhecer melhor o produto.

- Fique atento à política de trocas e aos procedimentos que devem ser adotados em caso de problemas.
- Ao confirmar a contratação, não deixe de imprimir ou guardar, se possível sob a forma eletrônica, todos os documentos que atestam a relação, como número da compra, confirmação do pedido, comprovante de pagamento, contrato ou anúncios.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Via Láctea: viagem pelo tempo/espaço

Devaneios que vão de solidão ao ciúme doentio
Por Orlando Olivas



O filme de Lina Chamie, “A Via Láctea” (2007), narra um drama de professor de literatura, paulistano e apaixonado.
Logo na primeira cena do filme, percebe-se a presença de efeitos sonoros incomuns que vão de “Tom e Jerry” a “Requiem” de Mozart. E a lógica não linear do filme nos faz ter a sensação que estamos assistindo a um sonho.
O filme começa com o estressado professor Heitor (Marcos Ricca) em uma rua. Após uma cena de atropelamento se inicia uma seqüência de cenas que acompanham o enredo do filme, que acontece sob o trânsito caótico da cidade de São Paulo.
Cheio de narrações, diálogos simples, citações literárias, e imagens fortes do dia-a-dia do personagem, o filme mostra fielmente o panorama paulistano, com as características sociais, econômicas, culturais de uma cidade grande: o trânsito, mendigos, as condições humanas, etc.
São Paulo deixa de ser cenário e passa a ser personagem, e suas características influenciam diretamente o enredo e o humor de Heitor, que tem uma briga com sua amada, a atriz e veterinária Júlia (Alice Braga), e entra no carro com o objetivo de ir à casa dela para se reconciliarem e evitar uma possível traição.
A angústia presente no filme se segue devido a ansiedade de se chegar ao destino. Enquanto isso, Heitor conversa com seu subconsciente através da personificação do rádio, da menina do semáforo, do ladrão, do menino que sai em fuga... Até mesmo o cachorro que ele atropela tem uma função importante no desenrolar da história.
A narrativa também menciona vários escritores, como Shakespeare, Machado de Assis, Mario de Andrade, Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.
Além disso, nota-se a melodia presente a cada cena, as peças de teatro, a cena épica da biblioteca, a dança, a figura da mãe e a mudança de época, e claro, a intimidade do casal.
O final, surpreendente e surreal, fecha com simplicidade a principal realidade da vida, o amor. E como diria Tom Jobim: “É impossível ser feliz sozinho”.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lady GaGa em novo CD

Album duplo da cantora chega às lojas
Por Orlando Olivas

Em pleno século 21, a coisa mais difícil de ouvir é: “Nunca ouvi falar de Lady GaGa!”.
Bem ou mal, a cantora norte-americana é o assunto do momento e vem, cada vez mais, conquistando uma legião de fãs por todo o planeta.
Com seu cabelo que está a cada momento de um jeito diferente, e seu visual nada comum, ela fica no topo das paradas a cada música trabalhada. Recentemente ultrapassou a marca de quantidade de singles no topo, deixando Michael Jackson pra trás.
Devido ao sucesso do primeiro cd “The Fame”, a cantora resolveu re-lançar o album em um cd duplo com o nome “The Fame Monster”, que além de 8 novas canções, acompanha todas as faixas do primeiro cd, entre eles “Just Dance”, “Poker Face”, “Lovegame” e “Paparazzi”. Já o novo album é um disco bem temático e algumas faixas tem uma pegada mais sombria, além de um encarte recheado de fotos e letras das suas composições.
Entre as músicas novas, estão “Alejandro” (que é uma homenagem aos seus fãs gays), “Telephone” (dueto com a cantora Beyoncé) e Bad Romance, talvez a canção mais famosa da cantora, e que é considerada por alguns, o hino-pop desta década.
Outro destaque vai para a faixa “Speechless”, que em uma apresentação recente, Lady GaGa a cantou em dueto com Elthon John.
Outros fatos a serem considerados são além de seus clipes chocantes e apresentações que chegam a beirar a insanidade, ela coleciona elogios vindos de vários artistas como Cindy Lauper, Yoko Ono, Kylie Minogue e até os roqueiros da banda Kiss, Marilyn Manson e Ozzy Osbourne.
Segundo os tablóides, a cantora atingiu um nivel de fama tão alto, que pode ser considerada a Madonna dessa geração.

sábado, 5 de junho de 2010

Fotografia na Sociedade

Hoje em dia, quando pensamos em fotografia, não pensamos apenas em campanhas publicitárias bem produzidas, com modelos perfeitos, cenários e objetos impecavelmente organizados, casamentos e eventos. A fotografia é necessária, pois ela conta a história de uma epoca.
A fotografia surgiu através do princípio das técnicas da pintura, de experiências realizadas para colocar no papel a imagem obtida através da luz e processos físicos e químicos.
Independentemente do motivo usado para se fotografar, sejam recordações de família, amizades, férias, a fotografia tem a válida função de congelar os momentos da nossa história para que sejam lembrados no futuro.
Atualmente, as pessoas passaram a ter uma nova visão sobre a fotografia. Começaram então a caputar imagens visando mostrar a condição humana, seja denunciando a sociedade ou registrando a história. Exemplos disso são fotografias de manifestações políticas, movimentos como Diretas Já, as copas do mundo etc. Para este tipo de fotografia e a sua função na sociedade, denominamos fotojornalismo.
Já a área publicitária, como já citada, ela tem a função essencial de tentar representar fielmente o produto e despertar no cliente o desejo de possui-lo. Exemplos são fotos de modelos com as roupas de uma determinada marca, veículos, entre outros recursos como banners, folders etc.
Com os avanços tecnológicos, a fotografia passou a ser utilizada em áreas como educação e até mesmo, saúde. Na medicina é possivel fazer imagens para identificar doenças, assim como, na biologia, estudar vegetais e outros seres. Ela é uma forma de conservar informações e características do objeto captado durante a ação do tempo.
Dentro da sociedade existem ainda diversas funções da fotografia além dessas citadas. Portanto, independente da função pretendida, o importante é saber fazer uso da imagem e desta forma colaborar para o despontamento de novos rumos para a fotografia.

domingo, 30 de maio de 2010

Revista Propagando UBC

redator e editor da revista.

http://www.4shared.com/document/atavwSeb/boneco_propagando.html?

"Amor é bossa nova, sexo é carnaval"

Essa famosa frase da canção “Amor e Sexo” da Rita Lee expressa realmente a diferença entre as duas coisas.
Amor é o maior sentimento de aprovação em relação à uma pessoa, e o sexo é a conseqüência disso... Ou não?
Acontece que, ultimamente, o sexo se tornou uma coisa banal para a maioria das pessoas. A própria mídia exibe em massa assuntos voltados à sexualidade em todos os lugares e horários, sem restrições. Não há mais um tabu, apenas apelo sexual; “Use camisinha!”, acabou se tornando um clichê.
A opinião pública é influenciada e catequizada por esses meios, e a massa acaba acatando para si própria estas informações. Muitas vezes essas informações não são corretas, e muita coisa passa despercebido.
“Acho que o apelo sexual é um meio fácil de obter a atenção do público, que com a carência de cultura, acaba se deixando levar por algo que não necessita de produção ou qualquer criatividade” afirma Cleysa Louise Monteiro, 20 anos.
Os jovens são impulsionados a transar mais cedo a cada dia, e com isso, o número de gravidez não planejada e a propagação de doenças sexualmente transmissíveis são mais freqüentes, já que a preocupação acaba se resumindo em ter a relação.
“Na minha primeira vez, acabei esquecendo de tudo, e acabou não tendo tesão sobre aquilo, apenas o ‘Eu não sou mais virgem’”, relata Matheus F., de 21 anos.
Já os pais, cada vez mais distantes dos filhos, acabam sem ter diálogo com eles.
O sexo se tornou um produto mercadológico, onde o que importa é a embalagem. Modelos perfeitamente torneados, exibem seus corpos semi-nus em propagandas de lingeries e seus rostos que denotam desejo sexual, estão estampados em outdoors por todo os lugares que olhamos, o que acarreta um maior número de pessoas inseguras e depressivas, por se sentirem inferiorizadas pelos seus corpos, e até mesmo, incapazes de se relacionarem, deixando assim, de vivenciar momentos que deveria ser considerados bons para ele.
Matheus completa: “O ato sexual não resume em apenas sentir tesão, ou a quantidade de relações em um pequeno espaço de tempo, e sim na perfeição da relação, a amizade e o amor entre os parceiros.”


Sexo sem pudor

Com a banalização do sexo, fantasias ficaram mais comuns.
Sex’s shops estão mais presentes no mercado, como a indústria de filmes eróticos e pornôs, sites de relacionamentos voltados à captação de pessoas para “encontros”, e uma infinidade de serviços para este segmento. Até a procura de garotos e garotas de programas está aumentando.
T.P.V. de 19 anos manifesta “As pessoas têm que se realizarem em todos os sentidos. Eu vejo fantasias sexuais como realização de desejos ou complemento para pessoas que convivem muito tempo juntas e precisam de algo novo para sair da rotina, é essencial”.
Uma segmentação que conquistou um lugar considerável na mercado, são as chamadas “Casas de Swing”, que consiste em uma boate comum, com seus apetrechos. O clima é mais quente, e o forte é a troca de casais. Algumas mais requintadas, investem em outras práticas sexuais, como o sado-masoquismo, salas somente para voyers, Ménage a Trois, e salas livres para sexo grupal. Há também lugares como estes voltados para o público GLS, como saunas e clubes.
“Um homem só pode dizer com certeza absoluta que ele gosta de mulher, depois do dia em que ele ficar (pelo menos uma vez) com outro homem. A minha sorte foi que, ao experimentar outro homem, descobri que é deles que eu REALMENTE gosto. E encontrei minha cara-metade, e convivo com ele á quase 2 anos e meio.”, anuncia André Achileu Montaldi, 24 anos.
Em baladas, há lugares os chamados "dark-rooms", onde lá tudo é permitido.
Com o avanço da tecnologia, já existe o “sexo virtual”. Pessoas se adicionam em programas de mensagens instantâneas, como o MSN Messenger, e ficam se excitando por palavras e as vezes, por webcam.

Em salas de bate papo, por exemplo, a maior procura de parceiros são de pessoas casadas.
Segundo psicólogos, realizar fantasias sexuais é completamente saudável, porém a preocupação está no numero de parceiros e na ausência de preservativos.
“Hoje o mundo anda muito conturbado, para as pessoas pararem e prestarem atenção em algo, ou tem que ser muito interessante ou apelativo, ou seja, acho normal porem imoral”, declara T.P.V.


Solte a imaginação, mas com segurança!


Bareback

O termo “bareback” (ao pé da letra “traseiro careca”, traduzido também como “cavalgada sem sela”) ficou mundialmente conhecido como prática sexual sem camisinha. Surgiu nos Estados Unidos com casais gays que, apesar de toda a campanha contra a AIDS, insistiam em querer fazer sexo sem preservativo, como uma forma de protesto. Hoje em dia é praticado como “esporte” sexual, uma espécie de roleta russa, onde você corre o risco de ser contaminado ou não pelo vírus da AIDS. Para alguns, é um grupo de pessoas em busca do sexo livre, que realiza festas e promove encontros via Internet para fazer sexo sem camisinha, e se tratam de suicidas. Já para boa parte dos gays, eles significam “um retrocesso das conquistas feitas durante os anos mais duros da epidemia, quando os homossexuais foram os mais atingidos e estigmatizados”.
André confessa “Já pratiquei sim, mas não recomendo, a menos que você conheça a pessoa a ponto de saber que ela não tem uma DST.” Já Cleysa contexta “Nunca fiz, mas já presenciei algumas em baladas GLS, esse tipo de coisa rola com freqüência”.
A mídia vem jogando isso em massa para a sociedade com uma abordagem preconceituosa de promiscuidade de homossexuais, porem, na mídia segmentada para eles, trata-se como um assunto mais sério, mostrando o lado negativo e o positivo, este com glamour, muitas vezes incentivando a prática.

sábado, 22 de maio de 2010

Arrasa, Bee!



“Eu sempre soube que era homossexual!”, [THIAGO GARCIA, 24 ANOS] esta afirmação está cada vez mais presente no dia a dia de qualquer pessoa.
Homossexual é a pessoa que só sente atração por uma pessoa do mesmo sexo. (diferenciando assim do heterossexual, que sente atração pelo sexo oposto e o bissexual, aquele que sente atração por ambos os sexos).
Hoje em dia, o número de homossexuais cresceu gradativamente, por uma aceitação maior, e por eles estarem “saindo do armário”.
Em todos os lugares nos deparamos com eles, na balada, na rua, e até mesmo na faculdade. Porém ainda existe um grande fator que acaba por causar certa exclusão dos homossexuais na sociedade, o preconceito.
Não é fácil para um homossexual se assumir, além de uma “guerra interna” contra seus próprios sentimentos e instintos, dos fatores família e amigos, eles têm de enfrentar toda a fúria de uma sociedade catequizada que não aceita essa orientação sexual como algo normal.
O termo opção sexual já não é mais usado, pois o homossexual não escolhe gostar de uma pessoa do mesmo sexo, ele já nasce com essa predestinação. Segundo os cientistas, um homossexual já nasce assim, pois recebe uma carga de hormônio que define logo nos primeiros momentos de vida, a sua sexualidade, não dependendo de escolha. Além disso, é uma orientação inalterável.
Na pesquisa da geneticista britânica Anne Moir, ela constatou em 1991, que “o homossexualismo é principalmente inato e o ambiente exerce um papel muito menos importante do que se pensava na determinação do nosso comportamento sexual”, justificando o porquê dos esforços dos pais para sufocar as tendências homossexuais de seus filhos não adiantarem em praticamente nada. Também afirma que o principal responsável pela causa de alguém ser homossexual, é o impacto (ou a falta) de testosterona (hormônio masculino) no cérebro sendo assim, os homossexuais em sua maioria, são homens. O número é tão significativo, que estatisticamente, para cada lésbica, existem de oito a dez homens gays.
Muitas pessoas, porém, consideram o gay (termo que significa ao pé da letra “alegre” em inglês, e é usado para homossexuais masculinos e femininos) um doente, ou em muitos casos, um pervertido.


Nosso país, recebe milhões de turistas por ano, e uma das maiores visitas acontecem graças ao turismo GLS, que alavanca um lucro considerável na economia do nosso país, que, aliás, tem a maior parada gay (encontro GLBT realizado anualmente em várias cidades) do mundo.
Segundo o livro “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”, de Allan e Bárbara Pease, na Grécia antiga, o homossexualismo masculino era não só permitido como altamente respeitado. O cristianismo veio condenar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, fazendo com que o homossexualismo fosse banido. Se descoberta era considerada obra do diabo e punida com severidade.
Atualmente, entre os gays, o termo Orgulho Gay é não só exposto, como praticado, ele é o reflexo de toda uma geração reprimida de expor seus sentimentos e pensamentos.
Hoje sabemos que homossexualidade está mais presente do que imaginamos, e estamos mais aptos a aceitar as diferença das pessoas, só precisamos conhecer mais e aprender que homossexuais são pessoas normais, e merecem o mesmo tipo de tratamento que um heterossexual.



O preconceito

Como a sociedade está em constante evolução, a moda, a música, enfim, a cabeça de todos está sob influência de diversas tendências que são impostas para a massa. Entre essas influências, a aceitação maior dos homossexuais na sociedade, já não é mais um mito, muito menos um sonho distante para os homossexuais. Ela exerce um forte papel, já que homossexuais são pessoas normais, que compram, trabalham, comem, estudam, sentem, amam e morrem. Enfim, são pessoas que tem um valor na sociedade.

Hoje em dia, até na mídia, eles ganharam seu espaço. Há programas, canais, revistas, boates, eventos, filmes, resumindo, uma infinidade de produtos (e serviços) destinados ao público GLS. A sigla GLS, não é nada mais que “Gays, Lésbicas e Simpatizantes”. Simpatizante, é o nome dado à pessoa heterossexual que convive e/ou aceita que uma pessoa seja homossexual.

O número de simpatizantes vem aumentando exponencialmente, causando uma integração maior dos gays na sociedade. Porém, eles (os simpatizantes), em sua grande maioria, mulheres, não são o suficiente para uma aceitação total.

Os gays ainda são vítimas de violência, seja física, moral e na maioria das vezes, verbal. No estado de São Paulo, há uma lei em rigor(Lei Estadual nº 08666/2001*), que determina que todo ato considerado violento, ou preconceituoso para com um homossexual, é crime, sendo que o infrator deverá responder por seus atos na justiça.


Homofobia, como é chamada, é praticada por muitas pessoas. Pessoas que não aceitam, não admitem ou até mesmo, não gostam de uma pessoa, unicamente por esta ser homossexual.

Estatísticas mostram que homofobia começa em casa


O maior número de homofóbicos está entre os pais que não aceitam que seu filho seja gay, e acaba praticando violência contra eles, além de tribos urbanas que praticam violência contra gays como uma espécie de ritual.
O preconceito atinge todos os homossexuais, seja masculino ou feminino, porém de formas e intensidades diferentes, fazendo com que eles formem grupos fechados de homossexuais que se aceitam.
O homossexual masculino é bem aceito entre as amigas. Muitas vezes, em um grupo de mulheres, sempre se encontra um homossexual masculino. Mas na grande maioria dos casos, entre os homens, ele já é tido como diferente e muitas vezes como inferior.
Já o homossexual feminino, sofre de outros tipos de preconceito. As mulheres tendem se manterem afastadas, porém elas se respeitam mais. Os homens, não aceitam uma lésbica tão fácil, acreditando ser uma brincadeira e fantasiando situações onde ele poderia estar com ela e sua parceira. Uma forma comum de preconceito contra as lésbicas, é a típica frase “ela é assim, porque eu ainda não peguei!”.
Por problemas de aceitação, muitos homossexuais vivem “escondidos”, não querem sair de casa, se afastam ou não têm amigos, por medo de serem ridicularizados por isso. Muitas vezes também, tem uma vida normal, mas não são pessoas felizes, já que escondem quem realmente são, e reprimem seus sentimentos.
Pesquisas apontam que, entre os adolescentes suicidas, 30 por cento são homossexuais.

Gays na Faculdade


Numa instituição de ensino superior, não é diferente. Há héteros, “bis” e homossexuais que convivem mutuamente com o mesmo propósito, garantir seu futuro. Independentemente do curso, ou da área pretendida, homossexuais sofrem por preconceito até dentro da própria faculdade.

Thiago Garcia, de 24 anos, cursa fisioterapia na UBC, e diz que sempre se sentiu “diferente”, e que é bem mais fácil assumir para os amigos do que para a família. “Meus pais me cobravam uma namorada, e eu me sentia sufocado em ter que mentir que saía com uma garota, para, na verdade, sair com meu namorado.”, afirma. Chegou a ter que ir à um psicólogo para se “tratar”, mesmo sabendo desde os 15 anos, que era isso mesmo que queria. “Após saber que não era apenas uma fase, minha mãe teve medo que eu virasse travesti, me vestisse como mulher, me envolvesse com drogas, e me tornasse promiscuo”, completa.
Quando perguntado sobre preconceito, Thiago afirma já ter sido ameaçado de morte. Por razões como estas que devemos conhecer mais as pessoas, antes de julga-las por qualquer razão.

[detalhe: esta foi a primeira matéria que eu desenvolvi para a universidade! a encontrei no meu fotolog e resolvi postar aqui também! Foi postada no dia 04/06/08]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

22ª edição do Mídia Mix acontece na próxima semana na UBC

O evento semestral conhecido como Mídia Mix, promovido pela Escola de Comunicação Aplicada (ECAP) da Universidade Braz Cubas, acontecerá na próxima semana no Campus 1 da Universidade.

Entre os dias 24 a 26 de Maio, todos os alunos dos cursos de comunicação da universidade (jornalismo, publicidade e propaganda, marketing, comunicação audiovisual, comunicação institucional, web design e desenho de animação) apresentarão os trabalhos desenvolvidos durante o semestre.

“Uma das funções da agencia é a interdisciplinaridade, e o Mídia Mix será um laboratório e, mais que isso, um palco não só de apresentação, mas de inserção no mercado de trabalho dos diferentes projetos gerados pelos alunos”, afirma Francisco Sogari, professor Comunicação da UBC.

Os trabalhos ficarão expostos para todos os estudantes da universidade, promovendo assim uma integração entre os alunos. “Acho interessante. É um evento em que os alunos podem colocar em prática o que eles aprendem durante as aulas e uma oportunidade de expor seus trabalhos”, relata Tassiane Faria,aluna do 5º semestre de jornalismo.

O evento que marca o lançamento da Agência Experimental, terá várias apresentações de projetos ligados diretamente à ela, como o planejamento estratégico, a home page e site, programa de rádio, vídeo institucional, campanha publicitária e a identidade visual da agência. Contará ainda com o lançamento de uma revista institucional, Propagando UBC, direcionada ao público interno da universidade, como professores, bedéis, técnicos e os demais colaboradores.

Além disso, haverão fotos produzidas pelos alunos que estarão expostas pelo Hall Didático durante os três dias de evento.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Centenas de pessoas tiram as calças em estação de metrô em São Paulo

Realizado em São Paulo, o flash mob denominado “NO PANTS” atraiu cerca de 500 participantes.

Para os desentendidos, o “No Pants” é uma mobilização onde os participantes ficam sem calças no metrô e “passeiam” como se fosse algo normal. Tudo faz parte de um movimento descolado que busca a liberdade, o conforto e claro, a diversão.
O evento que acontece todos os anos, já foi praticado em Nova York, Chicago, San Francisco, Toronto, Boston, Lisboa e várias cidades do mundo todo.
A idéia do evento surgiu do fotógrafo americano Chad Nicholson, que segundo ele, prega a liberdade de expressão.
Nicholson é o criador do Improv Everywhere, "improvisar em toda parte", que é um grupo que promove, em todo o mundo, formas inusitadas de espalhar "caos e alegria". "Nós queríamos fazer alguma coisa no metrô porque ele é único para Nova York e todo mundo o usa", disse Nicholson. E foi assim que as pessoas foram parar lá sem calças.
Em São Paulo, os participantes se encontraram no dia 13 de Maio, na saída do metrô “Paraíso” e começaram a brincadeira.
“Foi uma completa zoeira!”, afirma o fotógrafo Henrique Lanute (18), que reside em Ferraz de Vasconcelos. “Como qualquer outro evento de reivindicação, mais da metade vai pra zoar, encher a cara e causar na rua”, completa.
Os participantes entraram na estação e embarcaram no metrô. Então, abaixaram suas calças e seguiram até a estação “Vila Madalena”, onde aguardaram os demais participantes, já que vários vagões chegaram lotados. Logo após uma segunda concentração, embarcaram novamente sentido a estação “Consolação”, em seguida saíram da estação e o evento findou-se no cruzamento da Av. Paulista com a Rua Augusta. Logo após, vestiram suas calças e foram embora.
Foram cerca de 500 pessoas, como no ano anterior. Entre eles, profissionais, estudantes e pessoas de todas as idades e estilos bastaram para atrair a atenção dos usuários do metrô e fazer do movimento uma verdadeira festa.
João Vitor Forni (18), organizador da manifestação, também gostou do evento. “Deu pra curtir bastante, tinha muita gente e deu pra fazer o flash-mob valer mais a pena”, conta.
A divulgação foi atribuída às redes sociais como orkut, twitter, facebook e um site do próprio evento que continha informações do movimento, ministrados por organizadores, visando assim ter o controle da manifestação.
“O difícil é todo o pessoal acatar certas regras, como fazer o “auê”, mas fora isso foi tudo bem”, admite João Vitor. Segundo o Metrô, o evento não prejudicou o serviço, mas agentes de segurança acompanharam os manifestantes por precaução.
Quando questionado sobre a aprovação do evento, o manifestante Henrique Lanute conclui: “Ano que vem estarei lá!”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Uma pitada de psicologia...


Estresse no Trabalho




Como combater esse mal que afeta nosso dia a dia

Hoje em dia, com todos os avanços tecnológicos, as pessoas têm na obrigação de se adaptar às novas tecnologias, o que aumenta a tensão do dia-a-dia no trabalho.
Além disso, o mercado está cada vez mais restrito e o número de vagas disponíveis não é compatível com o grande número de trabalhadores que precisam delas. Isso sem falar no tempo e energia gastos em oito, dez ou mais horas de trabalho, dependendo do emprego. Essa nova realidade no nosso cotidiano pode ser, e geralmente é, estressante.

Países com o maior nível de exaustão física e emocional
1 – Japão
2 – Brasil
3 – China
4 – Estados Unidos
5 – Alemanha


Segundo uma pesquisa recente realizada pelo International Stress Management Association (ISMA), o Brasil lidera (em nível mundial) o ranking de horas trabalhadas por semana. São 54 horas contra 41, a média mundial. Além disso, o Brasil fica em segundo lugar no quesito de países com o maior nível de exaustão mental e física.
Esses dados comprovam que, com o passar do tempo, as pessoas estão mais vulneráveis às tensões e as condições de trabalho do país podem gerar um quadro de esgotamento físico e mental conhecido como “estresse”.
O estresse na verdade, não é bom, nem ruim. É um período de agitação desencadeado por fatores que influenciam o humor, sejam eles internos ou externos. Exemplos disso são: ansiedade antes do casamento, reação por ser assaltado, um susto, reação ao saber de uma notícia boa ou ruim, etc. O que acontece é que normalmente as pessoas tendem a voltar para o equilíbrio, ou seja, após esse momento de agitação, retornam ao normal. Entretanto algumas pessoas não conseguem voltar ao estado normal e desenvolvem doenças após esses momentos de estresse, como síndrome do pânico, distúrbios do sono, entre muitas outras.
No trabalho, a doença provocada após o estresse é chamada de Sindrome de Burnout. O termo é uma junção de burn (queimar) com out (exterior). A pessoa com esse tipo de estresse apresenta sintomas como: comportamento agressivo, irritação, avaliação negativa de si mesmo, exaustão emocional, insensibilidade com relação a quase tudo e todos.
“A vida psíquica é, também, um patamar de integração do funcionamento dos diferentes órgãos. Sua desestruturação repercute sobre a saúde física e sobre a saúde mental” Chistophe Dejours
A doença não afeta somente o dia a dia no trabalho, ela acaba afetando também o relacionamento com os familiares, em casa. Além disso, ele cria uma aversão ao ambiente de trabalho, o que torna o cotidiano um verdadeiro inferno. Em casos extremos, o estresse pode ocasionar depressão.


A organização é o remédio!
Prazos, chefes exigentes, burocracias, relatórios, metas, críticas, perseguições, incertezas, falta de reconhecimento, competição, fazem parte da vida profissional de muitas pessoas, mas a principal forma de evitar que tudo isso afete seu corpo e mente, seria uma mudança interna. Este é o princípio que a auxiliar de expediente administrativo da UBC, Débora Carvalho, aplica em seu cotidiano. Segundo ela, a organização do trabalho, dando prioridade às tarefas a serem executadas, é essencial. “Acho difícil eu perder o controle, tenho que estar muito irritada”, afirma a funcionária que, procura manter a mente desocupada no período que passa fora do ambiente de trabalho. “Eu procuro me desligar das coisas que me tirariam do sério”, completa.
Já existem diversas formas de combater esse mal, entre elas, ioga, acupuntura e dedicar um tempo aos seus hobbies. “Gosto de jogos no computador, mas não tenho uma rotina definida. Só para distrair”, acrescenta Débora.

domingo, 9 de maio de 2010

Nova diretoria já inicia projetos

Com a mudança na diretoria, as principais alterações nos cursos foram aplicadas apenas para quem está começando agora. Já para os funcionários, a mudança foi imediata.
Entre as alterações, ocorreram no quadro de funcionários diversas substituições. A aluna do 9º semestre de Psicologia, Caroline Freitas, que esperava por grandes mudanças no seu curso, mas só sentiu a diferença no corpo docente que foi reestruturado pela direção. “Muitos professores foram substituídos e isso influenciou diretamente na qualidade do ensino”, declara.
Já a aluna Karen Valente do 7º semestre de Odontologia, afirma estar satisfeita porque as melhorias já estão sendo notadas no seu curso.
Segundo ela, a universidade disponibilizou na parte da tarde, aulas com os mesmos professores do curso período noturno, visando atender alunos com DP’s para que estes concluam o curso junto com sua turma. “Quem tem disponibilidade de horário, e faz DP, agora pode adiantar as matérias durante a tarde e continuar com o ensino regular à noite.”, relata a aluna.
Outra mudança no curso de Odontologia é que ele voltou a ter 5 anos de duração, e não 4. “As mudanças foram favoráveis, mas não houve divulgação das mesmas”, completa Karen.
A informatização do protocolo, através do Núcleo de Apoio e Informação Profissional e Estudantil (Naipe) foi outra grande alteração.
Não somente o protocolo, mas os atendimentos da secretaria foram centralizados na sala 501, sede do Naipe. “A mudança visa atender melhor o aluno, além de possuir um espaço mais adequado para o seu bem estar.”, ressalta Simone Regina, auxiliar de atendimento do Naipe.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Workshop UBC - 20/04

A Função Social do Fotógrafo

Se uma foto vale mais do que mil palavras, como contar uma história?
É nesse princípio que se baseia certas vertentes da fotografia. Principalmente fotojornalistas sociais que querem não só ilustrar uma notícia ou mascarar a realidade com fotos produzidas, eles procuram dar um tapa na cara da sociedade com fotos cruas e com sentimento.
Desigualdade social, fome, miséria são apenas o alguns assuntos retratados. São milhares de fotos e fotógrafos com o propósito de ilustrar a vida e o cotidiano das pessoas e a simplicidade de suas vidas. Entre eles, o fotografo brasileiro Sebastião Salgado, que é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundo e que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 2001.
"Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado.
Adepto da tradição da "fotografia engajada” , documentou em 10 livros e em várias exposições premiadas pelo mundo, fotografias das vidas dos “deserdados do mundo”. Fotografou vários eventos, entre eles guerras, movimentos e acontecimentos importantes em diversos pontos do planeta, recebendo praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho.
"Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo.", completa Sebastião.

Confira alguns trabalhos de Sebastião Salgado:














quarta-feira, 5 de maio de 2010

E-commerce: uma alternativa de empreendedorismo

Atualmente, quando pensamos em fazer uma determinada compra, não temos somente aquela vaga lembrança de uma loja, shopping e prateleiras. Nossa mente nos mostra sites, praticidade e pagamento facilitado.
Segundo uma pesquisa sobre a evolução do varejo online, há uma previsão de que no ano de 2010, haja um crescimento de 30% sobre o ano anterior. (fonte eBit) Isso indica, não somente que as pessoas estão cada vez mais comprando na internet, mas também que por ser um mercado em potencial, deve-se ter cuidado com a concorrência.
O mercado virtual tem as mesmas necessidades que uma loja comum. O bom atendimento, variedades dos produtos, preço acessível, contudo, há preocupações específicas deste mercado. As exigências do consumidor têm que ser atendidas, pois a internet não permite que o consumidor viva a experiência palpável de experimentar o produto.
Na internet, temos que encantar a primeira vista. Manter o vinculo com esse cliente é importante, porém um primeiro contato é mais do que indispensável. O consumidor tem que sentir antes de tudo, confiança no site. Este, por sua vez, deve manter uma diagramação adequada, recursos visuais que o atraiam. Os recursos visuais devem ser caprichados e não se deve economizar em nada, pois é a vitrine da sua loja e ela precisa ser um diferencial dos demais sites de venda. Esse consumidor exige que a loja cumpra prazos de envio, e mande o produto que responda às expectativas do cliente, fazendo assim jus à confiança depositada.
O Brasil também é um dos países que mais marca presença nas redes sociais, e por ser o sexto lugar dos países com o maior número de usuários na internet,(fonte eBit) o investimento nessas redes tende a ser lucrativo para uma empresa virtual.
Esse relacionamento horizontal com o cliente, permite que o mesmo se sinta correspondido e suas dúvidas sanadas. Ele se sente “ouvido” e com isso, cria vínculo de afeto pela “marca”. Esse tipo de relacionamento proporciona, além de compras futuras, a famosa propaganda boca-a-boca positiva para a empresa.
Outro fator a ser considerado importante, é a segmentação. Quando uma loja define um nicho a ser trabalhado, ela trabalha melhor a comunicação com o cliente e suas vendas são mais eficazes. No fim, ele acaba sendo referencia para aquele determinado segmento escolhido.
Além disso, é sempre importante ser claro nas informações, quanto mais detalhes, melhor. Proporcionar pagamentos facilitados, também conta muito na escolha de uma loja virtual. Nesse momento, o cliente procura obter o produto/serviço de acordo com suas finanças.
No caso de produtos, o preço do frete e o tempo e entrega também é um forte fator de escolha, já que esse consumidor exigente quer rapidez e preço baixo. Muitos deles deixam de comprar quando o frete possui um valor acima do esperado.
Mesmo o Brasil tendo 23 milhões de consumidores do mercado virtual, de faixas etárias e escolaridades variadas, o perfil geral do consumidor é o mesmo. Ele prefere acumular produtos, e comprar tudo de uma vez para economizar no frete, inclusive, algumas lojas isentam o cliente quando a compra atinge um valor mínimo, o que, para esse cliente, é compensador.
Aproveitando as oportunidades que as datas comemorativas proporcionam, essas lojas geralmente fazem promoções e queimas de estoque em datas especiais. As que mais geram lucro são Natal e Dia das Mães.
Isso prova que o investimento no mercado virtual, não é mais um tiro no escuro, e sim, um investimento a médio prazo com retorno garantido para aqueles que se sobressaírem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dicas básicas para se fotografar bem

Para se conseguir uma boa fotografia, não basta apenas ter uma câmera em mãos, além de uma boa câmera, um bom fotógrafo é indispensável. Para isso, é interessante conhecer algumas regras básicas da fotografia.

O enquadramento é a primeira preocupação, o ideal é fugir do clichê, deixar o assunto a ser fotografado sempre no meio da foto. Ouse deixá-lo enquadrado, procure sempre um jeito mais despojado.

Use a regra dos terços (dividida mentalmente o visor em três linhas e três colunas, como um jogo da velha) lembrando que as intersecções das linhas são os pontos mais interessantes, pois são pontos de destaque. Procure explorá-las.

Outro ponto que merece destaque é o flash, porém deve ser usado com cautela, pois seu uso incorreto pode atrapalhar e muito uma composição fotográfica.

Vale lembrar que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três a cinco metros, sendo assim é inútil usar o flash quando o foco é um objeto a 30 metros.

Um exemplo claro, de mau uso do flash são shows, pois não é necessário luz extra alguma nesse caso. A luz do palco é mais do que suficiente e usando o flash, a iluminação só vai ficar nas cabeças de quem está na sua frente, fazendo sumir o resto.

Mas um ambiente escuro não é o único lugar onde o flash é necessário. Em uma foto contra-luz, por exemplo, o flash pode ser usado como preenchimento.

O plano de fundo também é uma preocupação necessária, já que é tão importante quando o que vem em primeiro plano. Por isso, é bom evitar cores vibrantes, linhas e outros objetos, porque podem tirar a atenção do foco. Além disso, é sempre bom evitar sombras, nesse caso o contraste de luz e sombra requer cuidados especiais.

Já para se fotografar uma pessoa, não tenha receio de se aproximar, se aproximar. Se quiser, pode até cortar um pouco da parte de cima da cabeça, assim é possível reparar em detalhes como sardas e cílios. Um detalhe importante é fazer a fotografia na altura dos olhos da pessoa.

Quando o assunto é luz, não há luz mais bonito que a luz natural do sol, portanto, aproveite-a. Posicione-se de forma a deixar a luz à suas costas. A luz difusa de um dia nublado é excelente para realçar cores e suavizar contornos.

A maioria das câmeras digitais vem com controle de cor, que faz com que o branco seja realmente branco sob determinada fonte de luz. Experimente bastante o controle de cor até acertar o que mais se adéqua ao que você quer para cada “clic”.

O segredo da fotografia está na tentativa e erro. A leitura do manual da sua câmera é extremamente importante para saber tudo que ela é capaz. A fotografia é subjetiva, não há regras.

O mais importante é aprender a dominar a luz e sua câmera, para depois fazer o que quiser. Boas fotos!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Brasil é o 2º país que mais envia spams

O Brasil está entre os países que mais enviam mensagens indesejadas pela internet, os spams. Os endereços de emails, conhecidos com mailings, são roubados por quadrilhas disfarçadas de empresas de marketing que vendem essas informações para fazer propaganda barata. São milhões de endereços de e-mail à venda no nosso país.

85% dos spams que circulam pelo mundo são enviados de computadores infectados por vírus ou por programas maliciosos. Há vários tipos de spam: propaganda, boatos e os famosos vírus. Assim que um email contendo um spam com conteúdo malicioso, a máquina passa a ser controlada remotamente por outro computador que envia milhares de e-mails sem que o dono sequer desconfie. Alguns escondem programas que roubam informações.
“Se o spam for com intenção de fraude já é crime”, afirma o advogado especialista em direito digital Rony Vainzof.

Hoje já se comercializam número e senha de cartão de crédito que valem aproximadamente US$30 ou até mesmo, acesso à conta corrente que pode custar até US$ 850 dólares.

Já para o envio indiscriminado de propaganda por e-mail ainda não há punição, já que não existe lei específica no Brasil.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

“Jornalismo na internet pode ser lucrativo”, diz CEO da Google

Realizada em Washington, capital norte-americana, a Conferência Anual da Sociedade Americana de Editores, teve em seu discurso de abertura Eric Schmidt, o CEO da Google. Schmidt afirmou que os jornais irão encontrar formas de receitas online, se aproveitarem as oportunidades da internet.
O Google recebe acusações dos executivos das empresas de mídia, de roubar leitores tal como receitas de publicidade dos sites de jornais e revistas. Mas em seu discurso, Schmidt afirma que a empresa reconhece esses veículos como uma entidade vital para a democracia, além de serem responsáveis por uma parte importante do conteúdo da internet. “Nós compreendemos o quanto a sua missão é fundamental”, declara.
Schmidt espera que o Google facilite o processo de negociação de notícias, através da combinação de publicidade e assinaturas, apesar de não especificar como. “Nós temos um problema de modelo de negócio. Não temos um problema com a produção de notícias. Estamos todos juntos nisso”, ressalta.
Além disso, encorajou as empresas de mídia a experimentarem tudo, desde redes sociais até conteúdo personalizado para engajar os leitores. “A tecnologia permite que vocês conversem diretamente com seus usuários”, explicou ao apresentar idéias sobre a captação de leitores através de dispositivos móveis, e em aparelhos sem-fio como o Kindle (da Amazon), o iPad (da Apple) e os smartphones Android (da própria Google).
As opiniões sobre o discurso de Schmidt ficou dividida, já que alguns editores não estão convencidos que a Google veja os jornais realmente como parceiros, como é o caso de Anders Gyllenhall, editor-executivo do Miami Herald. “ Nós realmente estamos indo em direções diferentes”, explica.
Em contra partida, outros editores se mostraram de acordo com a declaração, como é o caso de Jonathan Wolman, do Detroit News, que alegou estar "emocionado ao ouvir um gênio da internet se referir ao conteúdo jornalístico como um ingrediente essencial".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Palestra visa troca de experiências entre alunos

A ex-aluna de Publicidade e Propaganda da Universidade Braz Cubas (UBC), Juliana Melicia Martins Kumagai, de 25 anos, palestrou para os calouros dos sete cursos de comunicação para relatar sua trajetória profissional. O encontro faz parte do I Ciclo de Oficinas da Agencia Núcleo Preparatório (Agencia Experimental de Comunicação) e tem como objetivo mostrar para os novos alunos o cotidiano do profissional fora das salas de aula. O evento foi realizado na última quinta – feira (25) no Auditório I da instituição de ensino.

Juliana é formada em Marketing e em Publicidade e Propaganda. A palestra ministrada por ela, que trabalha com comunicação em empresas desde 2002, mostrou para os alunos como esta área vem crescendo e como os profissionais lidam com este cenário. “Sou uma espécie de agência de publicidade e propaganda dentro das empresas em que atuo. Estou sempre antenada com as tendências de publicidade para ser uma profissional diferenciada no mercado de trabalho.”, relata.

A jovem e experiente palestrante acredita que esta troca de experiências entre profissionais como ela e alunos que acabaram de ingressar em uma universidade é benéfica para os estudantes, assim como a introdução da Agência Experimental de Comunicação nas atividades educacionais da UBC. “A Braz Cubas esta dando espaço para o aluno se aperfeiçoar, ganhar experiência e espaço no mercado de trabalho.”, afirma.


De acordo com a professora dos cursos de comunicação da UBC, Lia Maria Leal, esse I Ciclo de Oficinas remete ao trabalho da agência experimental, que visa integrar o aluno ao mercado de trabalho. “O objetivo destes ciclos de oficinas é aproveitar a experiências dos profissionais no mercado de trabalho e adapta-los para os alunos do primeiro semestre para que eles saibam como está a área”, disse Lia.

A palestra estimulou ainda mais os alunos que não tinham noção do mercado que os aguarda após o término dos curso, como é o caso de Kenetchiller Menecucci, de 17 anos, aluno de Marketing. “A palestra em si foi uma ótima maneira de entendermos um pouco mais sobre a atuação da comunicação dentro da empresa na qual a palestrante trabalhava, e exemplificava as diversas formas de se obter um bom resultado com os nossos clientes, ou seja, um passo a passo de como fazer para satisfazê-lo.”

quarta-feira, 31 de março de 2010

Análise de um veículo impresso regional

O “Mogi News” é um jornal diário da cidade de Mogi das Cruzes que surgiu em um mercado já dominado por seu principal concorrente, o jornal “Diário de Mogi”. Por isso, devido a este domínio na mídia local, o Mogi News vem passando por mudanças e adequações durantes esses anos. Hoje, com mais de 10 anos da sua criação como jornal diário, ele atinge a liderança na cidade, devido a sua diagramação ser mais dinâmica e seus recursos visuais serem mais leves.
O jornal abrange principalmente Mogi das Cruzes, mas também com notícias relevantes às cidades da região do Alto Tietê. Seu público é bem diversificado, já que na região, há vários segmentos diferenciados de leitores, o que justifica a diversidade de editorias e cadernos contidos no jornal. (Alguns cadernos, só são publicados em dias certos da semana).
Esse público, que vai de comerciantes a estudantes, passando por agricultores que também são uma grande fatia de leitores da região, classificado da classe A até a classe D, é o que sustenta os 12 mil exemplares impressos diariamente de Terça a Sábado, e mais de 14,5 mil aos domingos.
As editorias, apesar de diversificadas, contêm uma diagramação característica, o que facilita a localização do assunto e a identidade visual de cada caderno. Além de conter suplementos especiais como o Newszinho (infantil) e tablóides temáticos e datas especiais.
As fotografias e desenhos, tal como linhas, boxes e toda a parte visual, é trabalhada para manter o jornal mais dinâmico. A própria capa sempre traz fotos da notícia de destaque, em formato grande para que atraia a visão para o veículo. Essas fotografias estão sempre relacionadas ao tema abordado, e fazem do MN um jornal altamente ilustrado, já que ele é rico e abusa de imagens no seu projeto gráfico.
Devemos considerar também que para facilitar a leitura do texto em si, o MN utiliza o recurso de tabelas, gráficos etc., para que nunca seja visto como jornal maçante.
Como parte do seu diferencial, o MN publica esporadicamente revistas e outros tipos de material que são distribuídos junto com o jornal, como revistas e cadernos especiais, o que agrega valores ao mesmo além de proporcionar aos assinantes, uma espécie de bônus pela fidelidade mantida com ele.
Portanto, o MN conseguiu conquistar seu espaço em um mercado restrito com um grande concorrente com mais de 50 anos no mercado, além de pequenos impressos semanais e gratuitos, que de certa forma restringem seu mercado e capital. Ele se mostra dinâmico, e graças a essa sua visão inovadora, hoje em dia tem conquistado novos horizontes. O MN possuiu um site atualizado que é uma das melhores fontes de informação sobre a cidade na internet, além de ter sua versão na TV, através do canal NETcidade. O MN também é responsável pelo jornal “Diário do Alto Tietê” que aborda notícias relacionadas a todas as 10 cidades que compõem esse nicho regional.

terça-feira, 30 de março de 2010

Estadao.com.br, novo portal, novas possibilidades

esde sua reformulação, o jornal “O Estado de São Paulo” tem sofrido alterações não apenas na diagramação, editoriais e outras mudanças no impresso, mas também novidades inclusas no site.
O novo site é repleto de informações distribuídos por toda a página, ocupando assim, toda a área útil do mesmo.
Talvez uma dificuldade a ser ai apontada, é essa distribuição dos assuntos, já que dificulta a localização de um assuntos específico de uma editoria. Os títulos ficam misturados, sem discriminação de assunto, editoria, ou ordem de importância. Nota-se também uma reformulação na linguagem para tornar uma leitura mais “leve”, porém os textos continuam extensos demais para um veículo online. A ausência de retrancas também é notada, o que torna ainda mais difícil a leitura de uma notícia por inteira.
Sua estrutura de “caminhar” pelas editorias é simples e oferece recursos de retornar à página inicial tal como visualizar conteúdos dessa mesma editoria, que tem características que a diferencia das demais, como cores, logos e até um layout específico.
O site também possui recursos de “TV” e outros atrativos que somente o veiculo online pode agregar à notícia, porém como ainda é novo neste ramo, é notável a ausência de grandes acervos.
Um ponto a ser considerado negativo para um site de notícias, é a periodicidade quanto à atualização. Ele chega a ficar mais de uma hora sem receber qualquer tipo de notícia, o que o torna obsoleto comparado aos demais sites deste segmento. Sites como o g1, terra e UOL, mantém uma periodicidade maior, além de conter textos mais leves, informações rápidas sobre os assuntos e atualizações dos mesmos em tempo real.
Estes sites citados, também possuem melhores recursos de interação, como animações em flash, mais fotografias e vídeos, além de um visual mais leve. Mas levando em consideração que o estadão.com.br é proveniente de um veículo impresso, ele fica lado a lado com sites como seu principal concorrente, a folha online.
Portanto, acredito que apesar de que o jornalismo online ser considerado uma nova mídia, o estadão.com.br aparentemente é apenas um complemento da sua versão impressa. Ele age de modo a completar as notícias dadas no dia, aborda acontecimentos após o fechamento do jornal e utiliza do site para trazer recursos multimídia que são impossíveis de conter no jornal impresso.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mudanças na gestão da UBC atendem os cursos de comunicação.

Uma parceria firmada entre a Universidade Braz Cubas (UBC) e a empresa paranaense Hoper Consultoria Educacional terá a função de auxiliar no processo de alteração do método pedagógico da instituição. A idéia é adequá-lo à demanda do mercado de trabalho. Tal parceria rendeu para os sete cursos de comunicação uma agência experimental, que objetiva atender esse novo formato de ensino.
A agência foi idealizada pela atual coordenadora dos cursos de comunicação da UBC, Priscila Kähler, há aproximadamente dois anos. Porém, a Universidade não oferecia suporte para tal implantação.
Segundo Priscila, o objetivo da agência experimental é aumentar a visibilidade, empregabilidade e valorização do aluno no mercado de trabalho, sendo assim uma oportunidade casada com uma imagem cada vez mais positiva da Universidade. “Um aluno de sucesso, é um sucesso para a Braz Cubas”, declara.
Os sete cursos de comunicação (Comunicação Institucional, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Web Design, Produção Audiovisual, Marketing e Desenho de Animação) em seu primeiro momento, têm como cliente a UBC, mas a expectativa da coordenador a é de atender clientes externos futuramente. “Pretendemos atender ONGs, e empresas do terceiro setor e até mesmo estabelecer uma agência Junior (um formato mais avançado da agência experimental)”, completa.
Portanto, ao que se espera, a agência tende a desenvolver o lado criativo e profissional dos alunos de comunicação, para que além dos conteúdos aprendidos na prática, eles se formem com o diferencial de ter a vivência profissional.
A proposta, baseada em casos de sucesso de outras faculdades brasileiras, está sendo bem aceita pelos alunos de comunicação, que começaram a pouco a produzir conteúdo para a agência experimental.
Para a estudante do 7º semestre de jornalismo, Fabiana Palma Leite, 22 anos, o que lhe dá segurança para acreditar na eficácia deste projeto é como ele está sendo implantado e no exemplo de outras universidades.
“Como essa idéia de agência surgiu por outras faculdades que testaram e deu certo, pois os alunos podiam interagir entre e colocar em pratica seu aprendizado. Também é interessante poder trocar informações com estudantes de outros cursos, mas que falam basicamente a mesma língua”, disse Fabiana.
Porém, existem universitários que misturam expectativas e receios em torno da agência. Este é o caso do estudante do 4º semestre de Comunicação Institucional, Felipe Leite Daia, de 24 anos. “Na teoria entendi, mas na prática parece que não anda dando muito certo. Porém todo projeto novo precisa de um período de experiência para possíveis adaptações.”, declara.
Mesmo assim, ele espera que a experiência com a agência seja útil em sua formação acadêmica devido ao conteúdo utilizado na prática do dia a dia.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Morte do cartunista Glauco e o filho

O crime que repercutiu em toda a mídia, história de vida e a competência de um profissional, e como o seu fim trágico, associado a uma seita religiosa, divergem opiniões.


O Crime

Glauco e seu filho moravam com o restante da família em uma chácara em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. O local, que além de isolado e afastado do centro, funciona a seita de Santo Daime, onde Glauco era um seguidor e um dos coordenadores do grupo.

Segundo o advogado da família, Ricardo Handro, o filho que acabara de chegar da faculdade se deparou com o pai sendo levado com a arma na cabeça e no momento de nervosismo, atiraram nos dois.
Raoni morreu a caminho do hospital, mas Glauco não resistiu. Depois disso, os corpos de pai e filho foram levados para o Instituto Médico Legal.

A Carreira

Glauco Villas Boas tinha 53 anos, e era o caçula de seis irmãos. Nasceu em Jandaia do Sul, no Paraná, mas foi morar ainda adolescente em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde começou a publicar seus desenhos num jornal local.
Ganhou projeção nacional e internacional em 1977, quando expôs seus trabalhos e ganhou prêmio no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, interior de São Paulo e em 1984 foi para o jornal “Folha de São Paulo”.
Glauco era um homem tímido e discreto e um dos cartunistas mais talentosos do país. Criou personagens inesquecíveis como Geraldão, um solteiro que mora com a mãe; o Zé do Apocalipse um profeta brasileiro que acredita que o Brasil é o berço de uma nova raça; o casal Neuras, onde o homem faz de tudo para ser liberal, mas na verdade morre de ciúme da mulher; e dona Marta, uma solteirona que ataca qualquer homem na esperança de arrumar um namorado. “Eu senti Geraldão num domingo. Sempre no domingo, eu sentia aquela solidão”, comentou Glauco em uma entrevista recente.
Glauco também era conhecido pelas charges políticas. Na Globo, foi redator da TV Colosso, da TV Pirata e assinou inúmeras vinhetas, entre elas, uma de homenagem aos 100 anos da Estação da Luz.

O presidente Lula chegou a divulgar uma nota de pesar dizendo que Glauco foi um grande cronista da sociedade brasileira.

A Investigação
Para a polícia o crime já foi esclarecido e o assassino, identificado como Carlos Eduardo Sandifeld Nunes, é um universitário de 25 anos.

Segundo a polícia, ele era amigo da família e frequentava a casa. Na data do crime, começou uma discussão, atirou contra o Glauco e em seguida, o filho Raoni que tentou controlar a situação também foi atingido.

O estudante fugiu logo em seguida ao crime em um carro.

Nesta segunda-feira (15), reafirmou que cometeu os crimes. “Eu quero só tirar a teima se eu estou louco ou se recebi uma informação divina mesmo", disse ao seguir para o Instituto Médico-Legal (IML), onde realizou o exame de corpo de delito. Ele está preso na sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Os Depoimentos

A mulher e a enteada de Glauco e a viúva de Raoni chegaram para depor em uma delegacia de Osasco. Segundo o advogado da família, “O que a família agora quer é que seja feita justiça”.
João Pedro Corrêa da Costa, amigo de Raoni, também prestou depoimento. “Eu vi o rapaz atirar a sangue frio e percebi, inclusive, que é uma pessoa que sabia atirar e que tinha premeditado mesmo o que ele tava fazendo”, afirmou.

Felipe de Oliveira Iasi, o estudante que levou Nunes até a chácara, deverá ser ouvido novamente, pois o depoimento dele não bate com o que disseram as testemunhas ouvidas. Todos afirmaram que o jovem deixou a chácara junto com o suspeito.

O mais importante para a polícia, é detenção de Carlos Eduardo.“Ele, no mínimo, vai responder por 3 crimes: duplo homicídio aqui em São Paulo, roubo ao veículo também em São Paulo, a tentativa de homicídio e outros crimes que o delegado pode ter apurado lá em Foz do Iguaçu”, afirmou o delegado Archimedes Veras Júnior.

O suspeito foi preso na noite de domingo (14) na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Durante a perseguição, ele trocou tiros com os policiais e feriu um agente. A arma foi a mesma usada para cometer os crimes e roubar o carro usado na fuga.

A Confissão
A defesa de Nunes questiona a validade da confissão feita à Polícia Federal do Paraná e a equipes de TV. No vídeo, Nunes confessa o crime, cometido sexta-feira (12), em Osasco. “O estado dele [Nunes] não aparenta normalidade, o que leva dúvidas sobre a validade da confissão”, disse o advogado Gustavo Badaró. “Toda confissão é um ato de vontade livre, mas naquela imagem da TV ele estava alterado. Por isso, não posso afirmar que ele realmente confessou o crime.”, completa.


A Justiça
Segundo o delegado Alberto de Freitas Iegas, da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná, o estudante universitário Eduardo Sundfeld Nunes foi autuado em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio, receptação de veículo roubado e porte ilegal de arma de fogo. De acordo com ele, caso seja condenado apenas pelos crimes na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, ele pode pegar pena de até 30 anos de prisão.
"Não é anormal as pessoas quererem passar com veículo roubado para o Paraguai, mas não motivados como esse cidadão que se escondeu no mato. Realmente dá um roteiro de cinema", afirmou Iegas, que já está a 15 anos na PF e já presenciou inúmeras tentativas de fuga pela fronteira com veículos roubados.

O inquérito da prisão de Nunes deverá tramitar na 2ª Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu. Além disso, ele vai responder a inquérito da Polícia Civil de São Paulo e também teve a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça paulista.

A Fuga
Uma hora antes da prisão, a cerca de 20 km da fronteira com o Paraguai, Nunes resistiu a uma tentativa de abordagem feita pela Polícia Rodoviária Federal. Ele circulou por bairros vizinhos à ponte tentando achar o melhor momento para sair do território brasileiro. Ao tentar cruzar a ponte, foi abordado em uma operação de rotina por um policial federal e reagiu atirando.

"A troca de tiros foi na ponte, ainda em território brasileiro. Ele passou pela Polícia Rodoviária Federal a cerca de 20 km antes de chegar à ponte. Os policiais tentaram abordar, mas ele fugiu. Ele ficou trafegando por bairros próximos da ponte, que fica em área urbana. Depois de uma hora ele tentou passar peara o Paraguai. Foi no momento em que o polícial federal mandou ele encostar e ele atirou", contou o delegado

A pistola 765 estava com o pente carregado de balas e era a mesma utilizada no crime. O carro roubado que Nunes usava tinha marcas de tiro, mas o delegado diz que só o exame de balística vai determinar a trajetória das balas.

O delegado afirma também que no momento da prisão, Nunes apresentava voz firme e parecia lúcido. "No momento ele falava bem, estava com fala firme. A questão é saber se essas ideias são provenientes de uma mente capaz ou não. Ele falou tudo com precisão sem demonstrar nada demais. Mas ora ele relatava tudo em detalhes, ora dizia que motivo é Jesus", afirmou o delegado.


A Seita
João Pedro Corrêa da Costa, que estava presente no momento do crime, disse que Nunes teria dado três tiros para o alto “em comemoração”, depois de ter cometido o duplo homicídio.
“Vi que era um rosto familiar e, no início, achei que fosse uma brincadeira, um trote. Quando vi que estavam atirando de verdade, fugi e me escondi no banheiro”, afirma Costa, que diz ter sido alvejado pelo suspeito. “Ele só não me acertou porque eu estava distante uns cinco ou seis metros.” Ele, que frequenta os cultos da igreja Céu de Maria, afirmou que mataram seus melhores amigos e seu líder espiritual (Glauco era fundador e coordenador da igreja, que segue a doutrina do Santo Daime.).

A religião do Santo Daime é uma doutrina cristã ao qual faz uso religioso do ayahuasca, uma bebida de origem ameríndia, feita à base de plantas tipicamente amazônicas e que possui capacidades enteógenas, ou seja, desperta o seu Eu superior.
Após 20 anos de luta pela legalização e estudos científicos, o ordenamento jurídico brasileiro autorizou o uso da ayahuasca para fins religiosos, em nome da liberdade de culto religioso e seu caráter cultural indígena, vide RESOLUÇÃO Nº 1 do CONAD (Conselho Nacional de políticas sobre drogas).
Segundo a jornalista pesquisadora do Santo Daime, Caroline Barros, “Tentar convencer a população que tal bebida causa alucinações no usuário, e que o suspeito cometera os crimes porque era daimista, além de ser um absurdo, é desrespeitar a dor da família de Glauco, e de sua religiosidade.”, afirma.
Segundo ela é como se dizer que um padre pedófilo, ou pastores traficantes de armas representam fielmente as doutrinas de suas respectivas religiões.
O CONAD, que é composto por médicos, psicólogos, antropólogos, dentre outros profissionais, chegaram à conclusão de que a ayahuasca não causa danos à saúde. Que tem função curativa, dentro do contexto religioso. Além disso, usuários de substâncias psicoativas, não estão autorizadas a participar do ritual com Ayahuasca.
Há testemunhos de que Nunes fora afastado das atividades no Santo Daime, devido a um tratamento para se livrar da dependência de drogas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A diferença da divulgação nas mídias online

Nos dias atuais, quando falamos em mídias online, estamos nos referindo à infinidade de informação disponível via internet. Essas informações são disponibilizadas em tempo real, o que torna os outros veículos obsoletos quanto à rapidez da informação.
Entre esses meios, devemos de destacar as fontes de informações confiáveis, através da apuração dos fatos e da comparação com outros veículos deste segmento.
A notícia online há de ser praticamente a mesma do jornal impresso e dos demais meios, porém numa linguagem mais curta, pois este meio demanda regras de formatação mais breve e atraente para o leitor, abusando assim de recursos multimídia, como fotos, vídeos, gráficos, mapas etc.
Dentre essas, destaco três dos sites de notícia que mais leio e faço uma breve comparativa entre eles, considerando o fato mostrado “O Terremoto no Chile”. Eles são: G1 (portal de notícias da globo), o Terra Notícias e o Uol Notícias.
Sobre o G1, acredito que tenha sido o primeiro divulgar a notícia sobre o terremoto do Chile. É rico em hiperlinks e recursos multimídias, é bem ilustrado e atrai pelos recursos em flash que permite o leitor interagir com as páginas em busca de informação. Parte de seu conteúdo, vem de fontes internacionais como a AP, Reuters, porém grande parte são produzidas por repórteres do próprio site.
Mantém histórico de acordo com a hora da atualização, e procura outras pautas interessantes relacionadas ao tema.
Já o Terra, possui um canal próprio logo na “home” do site que vai direto ao assunto. Logo de cara, percebe-se a organização do mesmo em relação à noticia e as atualizações, que são feitas durante o longo dos dias. Também percebe-se que há atualização com intervalo de poucos minutos, o que demonstra a preocupação com o tema e a quantidade de profissionais direcionados para tratar este assunto e postar a notícia com uma freqüência maior.
Também tem seu conteúdo próprio, além de agencias de notícias como a Agência Brasil, Reuters, AFP etc. Possui grandes recursos visuais, e fotos do acontecido, e gráfico/mapa para facilitar o entendimento.
Podemos considerar também, a facilidade para encaminhar a noticia para outra pessoa por email, tal como comentar a notícia e links para redes sociais que abordam o tema.
Já o UOL, tem quase que seu conteúdo total a partir de agencias de notícias que são exibidas até mesmo nas chamadas dos conteúdos. As matérias próprias também usam informações da agencia Brasil par a construção do texto. Possui um histórico com intervalo de poucos minutos entre uma atualização e outra, com diferentes fontes de divulgação. Seu recurso visual também é rico, já que utiliza vídeos, fotos e gráficos , imagens e mapas 3d, onde há interação do leitor. Acredito que o que o site tem uma perda grande no espaço de conteúdo devido à quantidade de propagandas espalhadas pela página.
Portanto, entre esses sites de notícia produzem seu próprio conteúdo visando manter o leitor sempre atualizado e informado sobre o tema, traçando paralelos e mostrando sua influência em outros setores e em todo o planeta, como exemplo, na economia asiática.
Entre esses, o G1,é o mais preciso. O texto sempre curto, rico em informações e recursos, e não torna a leitura cansativa, nem dispersiva.